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quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Quem diz não às drogas, diz sim à vida!

Nathana D'Amico

“Até andar cansa”, ele não corre e quando se abaixa para colocar os sapatos, algo que parece tão simples aos meus olhos, pra ele é realmente muito difícil. Não corre, não pula, a resistência física que tinha nos tempos de atleta foi se queimando junto com a nicotina. “Foram quarenta anos fumando”.
Iran José Carneiro, 65, se encantou pelo tabaco quanto tinha apenas 15 anos, junto com seus amigos, iludido pela publicidade que mostrava fumar como algo glamuroso. “Naquela época era chique fumar, por isso que a gente começou. Eu sentia euforia e não parei mais”.

Fotos: Nathana D'Amico
A herança que o cigarro deixou foram as bombinhas de ar

A euforia de fumar por cerca de 40 anos “gerou um enfisema pulmonar (doença obstrutiva crônica), e agora estou aí, já há nove anos sofrendo, por causa disso sinto falta de ar, muita falta de ar e o meu pulmão fica frágil, pega infecção a toa”.
Como o caso de Seu Iran existem centenas de outros, isso porque há muito tempo a utilização do tabaco se tornou um hábito normal na sociedade. Uma normalidade, que por meio da publicidade, acaba estimulando ainda mais o consumo do tabagismo.
O resultado desse hábito parece inofensivo, mas para o ministério da saúde é preocupante, pois cerca de cinco milhões de pessoas morrem por ano no mundo, vítimas do uso do tabaco. Além disso, estima-se que, a cada dia, 100 mil crianças tornam-se fumantes em todo o planeta. Caso as estimativas de aumento do consumo de produtos como cigarros, charutos e cachimbos se confirmem, esse número aumentará para 10 milhões de mortes anuais por volta de 2030.
Para reverter esse quadro, o psicólogo especialista em saúde mental e mestrando em análise do comportamento, Everton Vieira Martins, analisa que nos últimos anos tem se adotado uma política de prevenção ao tabagismo. “Estamos encarecendo o preço do cigarro e o tornando menos acessível, por isso é que as pessoas estão fumando menos. Hoje o preço da carteira é maior, as pessoas não podem fumar em locais públicos, não tem mais propagandas que incentivam o uso do cigarro, percebemos que é bem menos acessível do que já foi”.

Everton Vieira Martins atua como pesquisador
do comparmento humano

Drogas ilegais

Ainda assim, existem outras drogas que em um período de tempo menor são mais devastadoras que a nicotina, como: ópio, morfina, esteróides e anabolizantes, anfetaminas, cocaína, solventes e inalantes.Por drogas entende-se substancias e ingredientes, naturais ou não, que modificam as funções normais do organismo.
Na maioria das vezes são produzidas a partir de plantas, por exemplo, a cocaína é extraída da folha da Coca. Já as drogas sintéticas são produzidas em laboratório como, por exemplo, Ecstasy e o LSD.
Após o uso dessas drogas o funcionamento do organismo é alterado e reage proporcionando um prazer momentâneo. Esse é o motivo que leva as pessoas a buscarem as drogas. De acordo com Martins o efeito que a droga proporciona é que leva a dependência “tanto física quanto psicológica”.
No que se refere à dependência psicológica, Martins explica que se deve prioritariamente aos efeitos. “Normalmente a pessoa usa a droga, porque esta que foi escolhida apresenta um quadro satisfatório para a pessoa depois do uso. A dependência psicológica é, no entanto, uma dependência que envolve uma situação social. Por exemplo, um indivíduo que está usando álcool, por que ele usa álcool? Ele usa devido a uma situação social, porque ele relaxa quando usa o álcool, não é pelo sintoma de abstinência, mas porque é benéfico usar o álcool, que é o prazer momentâneo.”
Ou seja, “dependência psicológica é quando a pessoa mesmo estando com o organismo legal, tem compulsão pelo uso da droga, e isso corresponde ao efeito pessoal, ambiental, social e particular, a função que a droga tem na vida da pessoa”.
Outro lado importante da mesma questão trata da dependência química que as drogas causam no corpo e se caracteriza pelo indivíduo sentir que a droga é tão necessária, em seu cotidiano quanto alimento, água, repouso. Assim o dependente adota comportamentos compulsivos que o levam a consumir substâncias em doses cada vez mais fortes.
A Organização Mundial de Saúde reconhece as dependências químicas como doença. Uma doença é uma alteração da estrutura e funcionamento normal da pessoa, porque mesmo que o dependente se afaste das drogas ele tem uma tendência a querer sempre as substancias químicas.
Quando as substâncias usadas não fazem o efeito desejado, os dependentes costumam buscar resultados satisfatórios em outras drogas. Segundo a enfermeira e coordenadora do CAPS AD, órgão destinado a acolher e cuidar de pessoas com dificuldades decorrentes do uso prejudicial de álcool e/ou outras drogas, Fabiana Vitorassi, a utilização de diversas drogas varia de pessoas para a pessoa, dependendo do tempo e da quantidade de uso.

“Normalmente a maconha é o primeiro passo para as drogas ‘mais fortes’. Alguns dependentes usam só a maconha, o baseado, porque se contentam com a sensação, mas acabam sendo poucos os casos que eles usam uma droga isolado, normalmente quem usa uma droga acaba usando outras”.

Família

Especialista em devastar famílias as drogas afetam diretamente os entes queridos e mais próximos do dependente, sejam pais, cônjuge, amigos, colegas de trabalho e, principalmente, filhos. As crianças por estarem em formação são as mais afetadas. De acordo com Fabiana “existem estudos que comprovam que filhos de pais dependentes serão futuros dependentes. Então, nós tentamos ao máximo conscientizar o dependente, de que ele está sendo espelho da sua família e do seu convívio social”.
Situação que é bem comparável com a história de Berenice*, ela conviveu com um marido alcoólatra durante 13 anos. “Tentei interná-lo, mas ele não queria. Como ele era funcionário público, fui falar até com o prefeito, mas não houve jeito. Então, ele começou a ficar agressivo e ciumento, o expediente de trabalho dele acabava na sexta-feira e de lá ele ia direto para o bar, ficava sexta, sábado e só voltava domingo, dessa maneira não deu pra continuar e nós nos separamos. Mas os nossos filhos viam essas situações, cresceram vendo o comportamento do pai. E hoje meu filho mais velho de 30 anos é alcoólatra. E recentemente descobri que ele estava usando outras drogas”.

Berenice teve sua família afetada pelas drogas mais de uma vez

No caso de Berenice, na família dela o filho não é o única vitima das drogas. “O meu ex-genro usou drogas por 6 anos mais ou menos, por causa disso a relação conjugal deles foi bem difícil, ele chegou a bater na minha filha. E como ele não trabalhava, ele começou a roubar para sustentar o vício. Ela teve que se separar e veio morar comigo, escondida dele”.

* Nome fictício.

Os efeitos variam de pessoa para pessoa

Cada pessoa vai reagir de uma forma diferente, a mudança de comportamento é uma delas. A pessoa pode ter oscilação de humor, por exemplo, um indivíduo calmo pode ficar agressivo durante o efeito das drogas.

Ajuda

Para ajudar os dependentes químicos a largar o vício, existem órgãos como os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), que auxiliam não só as pessoas que querem deixar as drogas, mas também as pessoas que estão ao redor do dependente. Assistente social do órgão, Mariana Fulfaro, explica como se desenvolve o projeto:

“É um tratamento terapêutico, primeiramente passa pelo assistente social, no caso eu, que faço toda triagem e o cadastro, a partir daí eu avalio e encaminho para um médico e ele avalia se o paciente está necessitando de uma desintoxicação ou de remédio, ele atende o estado clinico. Após isso o paciente é encaminhado aos psicólogos, que irão fazer um acompanhamento individual, além disso existem os grupos de apoio como AA e os grupos terapêuticos. Quando uma pessoa chega aqui, nós encaixamos elas para esses profissionais de acordo com o tratamento que ela precisa”.

Ainda segundo a assistente social, se alguma pessoa que possui dependentes químicos na família e quer ajuda para eles: “Devem nos procurar, e o dependente precisa querer ser ajudado”.

Mariana e Fabiana trabalhando em parceria no CAPS

O CAPS é um programa federal que atua como um instrumento terapêutico psicológico. Segundo Fabiana, o papel fundamental “é a conscientização, tanto dos dependentes quantos das pessoas ao redor como família e amigos.” Por isso, ela ressalta que “o fator mais importante na recuperação é o querer do dependente e ele se conscientizar de que a droga faz mal”.

Onde Fica?
Rua Capitão Rocha, 305
Telefone: 3622-1427

Parar não é fácil, mas é possível!

Gilberto sabe bem disso: “Fumo há 32 anos, nem sei porque comecei, mas as propagadas e os amigos me influenciaram muito. Já tentei para duas vezes, as tentativas foram fracassadas porque acho que a minha questão é psicológica, porque eu não acordo pra fumar e eu durmo mais de oito horas”.

Recentemente Rodolfo Abrantes, ex-vocalista dos Raimundos, banda de rock que alcançou seu auge em 2000, esteve em Guarapuava para partilhar algumas de suas experiências no evento Na Contra Mão. Ele contou que usou vários tipos de drogas, era um dependente químico assumido, e que por várias vezes entrou no palco sob o efeito total de drogas.
Segundo Rodolfo só foi possível parar porque ele teve a ajuda de Deus. Ele afirma que por ele mesmo não conseguiria largar esse vício, mas Deus pode. Hoje segue carreira solo e testemunha que a presença de Deus supera qualquer efeito de droga.



Foto: Vinicius ComotiRodolfo Abrantes toca e conta sua história no Evento
Clique aqui e confira um vídeo da apresentação de Rodolfo

Saiba mais sobre as definições, os históricos e os efeitos de cada droga citada acima:
Bebidas alcoólicas; ópio e morfina; esteróides e anabolizantes; anfetaminas; cocaína; solventes e inalantes; tabaco
* Artigos disponibilizados pelo Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (CEBRID).

Editado por Giovani Ciquelero

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Hospital São Vicente recebe verba de emenda federal

Ana Carolina

Cerca de R$ 5 mil foi liberado para a unidade de saúde

O valor liberado foi anunciado no último dia 23 e autorizado pela ministra da Casa Civil, Gleise Hoffmann e os municípios beneficiados foram de Guarapuava, Ponta Grossa e Umuarama. O apoio ao projeto está vinculado ao governo do Estado e ao governo Federal.

A liberação da verba vai colaborar para que o Hospital São Vicente de Paulo se transforme em um dos mais completos centros de atendimento à saúde do Paraná. É o que explica a assistente de direção do hospital Margaret Kramiake, “a verba será de grande ajuda, pois contribuirá, por exemplo, para equipamentos e móveis para novos leitos”, relata.

Investimentos no Hopistal São Vicente de Paulo

O projeto é pautado em parceria pelo deputado federal e secretário de Estado do Desenvolvimento Urbano (Sedu), Cezar Silvestri, o governador Beto Richa e o deputado Cesar Filho. E, segundo o deputado Cezar Silvestri, além da verba destinada ao São Vicente de Paulo, será assinado também um termo de convênio com o governo do Paraná, para a liberação dos R$ 3 milhões do HOSPSUS.

Editado por Vinicius Comoti

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Técnica de hipnose é utilizada no tratamento de doenças

Poliana Kovalyk

A Reprogramação Neurodimensional (RND) é uma técnica com base na hipnose científica, que tenta resgatar na história de vida do paciente registros que determinam a atual condição existencial, a fim de ajudar no processo de controle e melhorar a sua qualidade de vida. Além disso, como afirma o terapeuta e hipnólogo Philipe Wagatsuma Vilhena Granado, a RND é uma técnica bastante utilizada no tratamento de doenças e traumas. “A gente utiliza a regressão dentro da hipnose porque você consegue trazer do inconsciente 80% das informações que estão guardadas, dependendo do nível da hipnose. Quanto mais ampla e profunda a hipnose, mais fácil é trabalhar as informações. Então quando você traz esse 100% das informações, você consegue ter acesso às memórias daquela pessoa e dar ênfase na regressão de forma terapêutica, de forma completa. Então você volta no dia de ontem, no dia de ante ontem”.

Essa é uma técnica antiga, mas que há pouco começou a ser desmistificada e difundida. Há indícios de que a hipnose já vinha sendo utilizada na antiguidade, em rituais por povos antigos como os maias, os astecas, os persas e os gregos. Mas ela começou a ser estudada realmente por volta de 1880, por Franz Anton Mesmer, que introduziu a técnica de hipnose na medicina acreditando nela como forma de curar as pessoas. Mesmo sendo perseguido por outros médicos e sendo taxado como charlatão, foi a partir dele que se iniciaram novas pesquisas sobre o tema, a procura de respostas para esse, que é um efeito natural dos seres humanos.

Atualmente, a hipnose está muito mais difundida, porque começou a se perder o medo da técnica. Hoje, ela é aplicada com êxito crescente em uma gama muito grande de distúrbios e patologias que afetam o homem. “Colocando a pessoa em hipnose, ela fica mais suscetível a receber sugestões, direcionamentos. A técnica de hipnose não é nada de outro mundo, tem que ter dom. É uma coisa natural intrínseca aos seres vivos que possuem capacidade de raciocínio”, explica o hipnólogo. Sabe-se que a técnica, utilizada de forma correta, pode ajudar em distúrbios comportamentais, problemas psico-somáticos, compulsões, insônia, manias, depressão, obesidade, vícios de todos os tipos, complexos, baixa auto estima, ansiedade, eczema, enurese, enxaqueca, estresse, fobias, frigidez, gagueira, tira a timidez, aumenta a capacidade de memorização, a segurança, melhora o desempenho físico, mental e sexual alterados, entre outros.

Para alcançar um bom nível de transe hipnótico, o paciente precisa confiar no terapeuta, se sentindo seguro e confortável, e para isso, na Reprogramação Neurodimensional, utiliza-se poltronas, macas, sofás e divãs confortáveis, que possam favorecer a situação de relaxamento. Pode-se dizer que mais de 90% dos atendimentos levam a um nível hipnótico adequado para aplicar-se uma boa terapia. “Todo mundo é hipnotizável de alguma forma. Estatisticamente, na hipnose, 98% da população está, pelo menos, no nível 1 da hipnose, que é o sugestionamento mais brando, como pedir para o paciente piscar. Há vários níveis da hipnose, mas todas as pessoas podem aprofundar seu nível. Por exemplo, uma pessoa que está no nível 2 pode chegar ao nível 3, porém, uma pessoa que é nível 4 nunca chegará ao nível 5, que é considerado pleno”.

O terapeuta e hipnólogo Philipe Wagatsuma explica que a hipnose é utilizada para buscar as informações contidas na memória, e assim, tratar doenças e problemas emocionais


Eficaz, mas perigosa forma de tratamento

Atualmente no Brasil não existe uma legislação que trate diretamente da hipnose, mas ela é bastante utilizada por médicos, pedagogos e odontólogos no tratamento de problemas e doenças. Muitas vezes essa torna-se uma importante ferramenta terapêutica utilizada pelos profissionais para reduzir os efeitos colaterais dos medicamentos, para reduzir os desconfortos e ajudar na aceleração dos tratamentos.

Philipe garante a eficiência da hipnose no tratamento de certas doenças, desde que haja uma relação de confiança entre terapeuta e paciente, porém, por se tratar de uma profissão desregulamentada, e por se tratar muitas vezes de traumas e problemas emocionais das pessoas, essa pode se tornar uma técnica perigosa, assim como explica o psicólogo Dhyone Schinemann. “Há, porém alguns fatores a serem considerados antes de tratarmos tal técnica isolada como uma panacéia, capaz de aplacar todos os males do corpo e da mente, bem como devemos tomar o cuidado de, por enquanto, não tratarmos como uma profissão nem a Hipnose, nem a Grafologia, por exemplo, ambas as técnicas auxiliares de grande valor”. Dhyone explica que, antes de tudo, é importante ressaltar que não trata-se de algo simples que qualquer um pode aplicar. “Uma dor de cabeça que poderia ser aplacada pelo uso da hipnose, por exemplo, pode esconder muitas outras problemáticas como hipertensão, sinusites, problemas de visão ou neurológicos até mesmo tumores, sendo que a aplicação não só da hipnose, mas de qualquer técnica isoladamente por pessoa não capacitada poderia agravar muito qualquer uma destas condições”.

A hipnose leva o paciente ao estado de relaxamento consciente. E, ao contrário do que muitas pessoas pensam, a técnica não envolve pêndulos, nem uma atmosfera de mistério, como a hipnose de palco

Para alcançar um bom nível de transe hipnótico, o paciente precisa confiar no terapeuta, se sentindo seguro e confortável, e para isso, na Reprogramação Neurodimensional, utiliza-se poltronas, macas, sofás e divãs confortáveis, que possam favorecer a situação de relaxamento. Pode-se dizer que mais de 90% dos atendimentos levam a um nível hipnótico adequado para aplicar-se uma boa terapia. “Todo mundo é hipnotizável de alguma forma. Estatisticamente, na hipnose, 98% da população está, pelo menos, no nível 1 da hipnose, que é o sugestionamento mais brando, como pedir para o paciente piscar. Há vários níveis da hipnose, mas todas as pessoas podem aprofundar seu nível. Por exemplo, uma pessoa que está no nível 2 pode chegar ao nível 3, porém, uma pessoa que é nível 4 nunca chegará ao nível 5, que é considerado pleno”. Quanto mais profundo o transe, maior é a sugestibilidade. Isso não significa que o paciente estará sujeito à todo sugestionamento que lhe é feito, visto que ele fica todo tempo em plena consciência, tendo condição de pensar e sentir livremente. A hipnose é uma alteração do estado de consciência, no qual o indivíduo continua consciente e relaxado.


O uso incorreto da técnica hipnótica pode trazer à tona situações de desconforto ou desequilíbrio emocional, piorando o quadro do paciente

Ainda que o hipnotizador possa produzir somente um transe leve ou médio, ele não pode impedir que a técnica aproxime o paciente de perspectivas negativas de sua vida, podendo levá-lo ao desequilíbrio emocional, então, ao invés de ajudar, a hipnose acaba piorando seu estado clínico.

Outro problema é que tal técnica aumenta a capacidade de uma pessoa ser sugestionada, e quanto mais profundo o transe, maior sua sugestibilidade, assim, suas habilidades críticas são reduzidas ao ponto de aceitar, sem discernimento, tudo aquilo que lhe é posto no estado de transe. O hipnólogo afirma que um hipnotizador não pode levar o paciente a fazer alguma coisa contra sua própria vontade, visto que, durante a hipnose ele fica todo tempo em plena consciência, tendo condição de pensar e sentir livremente, porém, há controvérsias sobre o assunto.

Assim, a hipnose pode ser utilizada tanto como um fundamental instrumento no tratamento de problemas, mas seu mau uso pode causar sérios danos ao hipnotizado e, por isso, exige-se muito cuidado. Deste modo, é importante a procura por profissionais competentes, ligados à conselhos profissionais que regulamentam esta e outras práticas, tais como a Psicologia, a Medicina e a Odontologia que já fazem uso da Hipnose de modo ético e orientado dentro de seus pressupostos teóricos.

Editado por Vinicius Comoti

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Tatuagens: moda que requer cuidados

Bárbara Brandão

Antes de qualquer procedimento é preciso estar atento aos perigos

As modificações corporais têm estado em alta na sociedade atual. É muito comum, não apenas os jovens, mas pessoas de todas as idades colocarem brincos, ou fazer tatuagens no o corpo. Pesquisas revelam que as tatuagens surgiram ainda na sociedade primitiva. Por muito tempo as tatuagens foram vistas com preconceito pelos mais conservadores, entretanto, com os passar dos anos a popularização dessa prática tem tornado as tatuagens mais frequentes.
Para a realização de uma tatuagem é importante conhecer o trabalho de um profissional da área, para ganhar confiança e não se arrepender depois. Por isso, procure, pesquise, visite estúdios de tatuagens e depois decida qual é o melhor local. A higiene com os materiais utilizados durante o desenho é importantíssima. Tatuador há 12 anos, Fernando Luiz Ramos, trabalha em um estúdio de tatuagens em Guarapuava. “Os cuidados que nós temos é a utilização de materiais esterilizados e descartáveis”. Instrumentos não esterilizados nunca devem ser utilizados, pois pode transmitir doenças como a hepatite.
Como na juventude a personalidade de cada pessoa se determina, alguns jovens procuram através das modificações corporais se diferenciarem dos outros e não pensam no futuro. Com o passar dos anos, a pele sofre alterações. A dermatologista, Iara Rodrigues Vieira, conta como isso acontece. “Deve-se recordar que tatuagens são definitivas, envelhecem com a idade, além disso, a pessoa pode apresentar alergia aos componentes de algum dos pigmentos deixando um aspecto inestético indesejável, alguns pigmentos são difíceis de serem removidos totalmente e lembrar que a remoção deixa marcas”. Por isso, o desenho escolhido deve ser muito bem pensado. Escrever nomes de namorado (a) nem sempre é um boa ideia.
Após a tatuagem, Fernando conta quais são as medidas para uma boa cicatrização. “É importante usar a bandagem nos três primeiros dias após a tatuagem, além de passar a pomada de cicatrização e evitar alimentos como carne de porco e frutos do mar”. A dermatologista informa: “O processo de cicatrização sofre alterações em pessoas predispostas. Quando ocorre um traumatismo ou mesmo uma irritação, os fibroblastos começam a proliferar-se rápida e exageradamente”.

Uma das nove tatuagens de Ana Gabriela

Antes de procurar um estúdio de tatuagem o jovem também deve observar se o seu organismo tem pré-disposição para desenvolver as denominadas quelóides. “Quelóide é uma cicatriz que se hipertrofia com crescimento rápido, tornando-se grande, inestética e desfigurativa. É geralmente produzido por traumas ou irritação em pessoas predispostas”, explica Dr. Iara. A quelóide se forma a partir de cicatrização de machucados, deixando a pele com uma elevação na cor branca. As tatuagens não são recomendadas para pessoas com quelóide.
Mas para a estudante Ana Gabriela Souza, o problema não foi esse. Há três anos ela começou a fazer tatuagens e hoje tem nove delas espalhadas pelo corpo. Na sua última tatuagem, no antebraço, ela teve complicações. “Com as demais tatuagens a cicatrização foi perfeita, só a última tive inflamação, porque não tomei os devidos cuidados, comendo carne de porco, bacon e contato direto com a minha cachorra”. Quando isso ocorre é importante entrar em contato com o profissional que realizou o trabalho e descobrir o que poder ser feito. “Assim que percebi que estava inflamada comecei a passar anti- séptico e continuei com a pomada que o tatuador indicou”. As inflamações prejudicam o desenho realizado e esse passa a ter imperfeições.

A realização da última 'tattoo'

Mesmo após o processo de cicatrização, os cuidados com a tatuagem não devem ser esquecidos. Para que não ocorra perda na pigmentação, é importante o uso de protetor solar. Em casos de jovens menores de idade, é necessário levar uma autorização dos pais para a realização do trabalho.
As tatuagens vão muito alem de uma simples modificação corporal. Hoje, ela está relacionada a personalidades e valores culturais. Ela não está mais presente dentro de apenas um grupo, mas, pode pertencer a qualquer pessoa da sociedade, tornou-se comum em todas as idades e classes sociais. Os apaixonados por essa arte (como eu, que tenho uma ‘tattoo’ e já estou pensando na próxima) avisam, tatuagem é um vício! Depois da primeira você quer mais, por isso pense muito na hora de escolher o que tatuar e o profissional que vai fazer o procedimento.

Editado por Mário Raposo Jr.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

O ritmo da vida


Yarê Protzek


A canção pode ser um auxílio em diversas ocasiões

Quem nunca escutou uma música e se sentiu mais calmo? Ou até mesmo com vontade de chorar. A melodia tem uma forte influência sobre os nossos sentimentos, ações etc. Em meados da década de 60, diversas pesquisas surgiram sobre tratamentos terapêuticos que poderiam ser feitos por meio da canção.

Hoje, esse tratamento é conhecido como musicoterapia. Em Guarapuava, a musicoterapia chegou no ano de 2001, Cristiane de Cassia Kramer Maibuk, foi uma das primeiras musicoterapeutas que se instalou na cidade. Ela diz que considera a musicoterapia uma “terapia que utiliza a música como ferramenta. Você tem um meio diferente. Através do canto, relaxamento, com músicas próprias para cada um”. Cristiane completa dizendo que a musicoterapia não é uma aula de música e sim um atendimento que usa a melodia para atingir alguns objetivos, seja para facilitar a fala, o andar, o lado emocional e até para crianças como estimulação de desenvolvimento.

Destinada para todas as idades, quando procurada por jovens, essa terapia pode ser trabalhada para auto-estima, stress, aumentar a criatividade, aflorar a expressão etc. “Tem muito jovem que tem dificuldade de se expressar com os outros então a música faz esse canal de comunicação, outro exemplo é em relação a drogas. Você pode retirar uma parte desse vício e tenta substituir por alguma coisa que a pessoa tenha afinidade. Então depois do trabalho com musicoterapia, o adolescente pode ser direcionado para aprender algum instrumento para ter um contato maior com a música e deixar as drogas de lado” diz Cristiane.

A musicoterapia é indicada por vários outros especialistas como neurologistas, fonoaudiólogos, psicólogos entre outros. Cristiane diz que “muitas vezes a gente consegue um bom resultado trabalhando a musicoterapia com outro tratamento. A maioria chega aqui no consultório buscando como uma terapia complementar as demais, porém ela não é tão complementar. Ela auxilia as outras especialidades em outro sentido. Eu trabalho a fala cantando, diferente de uma fonoaudióloga”.

A música é escolhida de acordo com a identidade sonora de cada um

Início do tratamento

Para começar a fazer sessões de musicoterapia, o paciente passa por uma avaliação em que a musicoterapeuta indica o repertório adequado com a identidade sonora da pessoa. Cristiane comenta que no momento em que a pessoa chega ao consultório, é avaliado o que ele quer e precisa naquele momento. “No início coloco algumas músicas que o paciente gosta, mas ela não houve só isso. Ela começa com esse tipo de repertorio que é familiar e depois começo a inserir outros tipos de melodias para que as pessoas comecem a abrir a audição musical para outros tipos de estilo. Então se trabalha com a avaliação pessoal. Cada um tem um tipo de repertorio” informa Cristiane.

Ela também comenta que a identidade sonora da pessoa tem que ser bem estudada, já que alguns preferem uma música lenta para relaxar ao invés de uma melodia calma. “O que serve para um, pode não servir para outro. Não tem como a gente definir um tipo de musica que acalma todo mundo”, afirma a musicoterapeuta.

A musicoterapia auxilia em vários tratamento, como por exemplo o stress

O trabalho com os jovens


A musicoterapia pode ser um bom instrumento para auxiliar os jovens em vários problemas. Cristiane comenta que tratou de um caso de gravidez na adolescência em que a paciente queria sentir a sensação de estar grávida, mas não pensava na grande responsabilidade que vinha ao ter um filho. “Através da musicoterapia você consegue conversar com a pessoa para ela ter uma conscientização que é uma vida e não um brinquedo. Com o tempo, a conversa e o tratamento, ela percebeu a responsabilidade que é ter um filho” conta Cristiane.

Outro caso que a musicoterapeuta tratou foi de um adolescente com depressão e rebeldia, problemas comuns nesse período da vida.

Editado por Vinicius Comoti

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Pele: o seu cartão de visitas

Bárbara Brandão

As constantes mudanças no organismo do jovem também geram consequências para a pele

Um dos cartões de visitas do ser humano é a pele. O primeiro contato, quando conhecemos uma pessoa, é a conversa e, consequentemente, olharmos para o seu rosto. Mas para algumas pessoas isso causa constrangimentos. O desenvolvimento de doenças de pele ocorre devido a alterações no organismo de cada pessoa. Todas as alterações hormonais comuns durante a juventude faz do jovens o grupo mais atingido por essas doenças.
A estudante de farmácia, Thaila Fernanda de Oliveira, tem a pele muito oleosa e com frequência surgem espinhas no seu rosto, por isso sempre procura ajuda médica. “Procuro ir pelo menos uma vez ao ano no dermatologista. Ele já me recomendou alguns cuidados diários com a limpeza da pele, filtro solar e alguns medicamentos para serem passados durante a noite.”
Algumas doenças de pele são ainda mais comuns nos jovens. “As doenças mais frequentes na adolescência e na juventude são a acne, pitiríase versicolor e dermatite seborréica; e, também as micoses”, explica a dermatologista Iara Rodrigues Vieira. A pitiríase versicolor, em termos não técnicos, são machas avermelhadas de três a quatro centímetros, que logo depois se tornam rosadas e tendem a descamar. Elas são conhecidas também como “medalhão”. Os três primeiros casos pontuados pela dermatologista são proporcionados através da glândula sebácea, responsável pela oleosidade da pele: “exceto as micoses, as demais são consequências geralmente das alterações nas glândulas sebáceas causadas pela sensibilidade aos hormônios sexuais que se iniciam nessa fase da vida e frequentemente esse quadro se continua na juventude”, afirma.

Acne é uma das doenças de pele mais comuns na juventude

É interessante que a família, encaminhe o jovem para um especialista quando os problemas de pele se tornarem constantes e prejudiquem a auto estima desse jovem. A ajuda médica é a melhor opção para que o quadro não ganhe outras proporções. Afinal, a aparência é uma das maiores preocupações dessa fase, pois estão no período de descobertas, diferenciação e relacionamento com o sexo oposto.
Doutora Iara cita alguns dos procedimentos existentes para o tratamento dessas doenças “Devem ser tratadas com medicamentos que controlam a secreção sebácea exagerada como sabonetes adequados, géis anti-seborréicos e antiacnéicos e, às vezes, medicamentos sistêmicos como antibióticos e/ou retinóides orais. As micoses devem ser prevenidas com a utilização de calçados adequados, confortáveis e arejados.” Além disso, as micoses podem ser prevenidas com produtos de fácil acesso no mercado. “A colocação de talco anti-séptico ou antifúngico e meias de algodão que permitem retirar a umidade dos pés criando um ambiente desfavorável aos fungos”, explica a dermatologista.
Para se prevenir, a futura farmacêutica, Thaila, sabe dos cuidados que ela deve ter com a pele. “Procuro higienizar o rosto sempre que levanto e antes de me deitar, não esquecendo de hidratá-lo e passar filtro solar.” Todas as pessoas, independente da idade devem fazer como a estudante, pois são esses cuidados que proporcionam uma melhor qualidade para a pele. O filtro solar deve ser usado diariamente, mesmo em dias nublados.

Limpar a pele e utilizar o filtro solar são atitudes primordiais no cuidado da pele

Editado por Katrin Korpasch

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Em breve a Farmácia da 5ª regional atenderá em novo endereço

Ana Carolina

A atual sede da Farmácia de medicamentos especializados da 5ª regional de saúde apresenta vários problemas como, por exemplo, espaço insuficiente para armazenamento e estocagem de medicamentos e, principalmente, a incapacidade de oferecer suporte a seus pacientes por não estar adaptada aos deficientes.
Preocupada com este fato, a direção da 5ª regional de saúde elaborou um projeto para a readequação da farmácia, como explica a gerente de insumos da 5ª Regional de Saúde, Renata Diedrich Baitala. “O projeto foi bem visto pela Secretaria de Saúde que não mediu esforços para que fosse implantada uma nova visão de distribuição de medicamentos”.

O novo endereço será na Rua Belmiro de Miranda, 167

Segundo a responsável pela Farmácia, o prédio escolhido pela Regional, localizado nas proximidades do Hemocentro Regional, na Rua Belmiro de Miranda, 167, atende às necessidades dos usuários. “Haverá uma área física para estoque, distribuição para os medicamentos do Consórcio Paraná Saúde, sala de orientação ao paciente e local adequado para os farmacêuticos”, completa.
A nova farmácia da 5ª Regional de Saúde será chamada de Farmácia do Paraná, um modelo de segmento farmacêutico em implantação em todas as regionais de saúde do estado. Ela será inaugurada pelo Secretário de Saúde do Estado do Paraná, Michele Caputo Neto, no dia 09 de dezembro de 2011, em sua nova sede.

Editado por Mário Raposo Jr.

Prática da corrida traz benefícios para uma vida mais saudável

Mario Raposo Junior

Você é daquelas pessoas sedentárias que sempre falam que vão começar a fazer exercícios, mas sempre vão deixando para depois? Que tal começar a deixar a preguiça de lado e começar a correr? Além de ser gratuito e poder ser praticada em quase qualquer lugar, a corrida exercita quase todos os músculos, queima gorduras e libera endorfina, substância que dá sensação de prazer após o exercício físico.

A corrida traz benefícios para o coração e exercita quase todos os músculos do corpo

Mas é importante não forçar o corpo logo de cara. Segundo o personal trainer Marcelo Sampaio, é importante intercalar entre corrida e caminhada na primeira semana, para que o corpo não canse tanto e vá se acostumando aos poucos com o exercício. “É bom começar andando por cinco minutos e correndo por um, depois andando quatro e correndo dois e assim por diante, até que a pessoa consiga correr cinco minutos e andar um”. Marcelo ressalta também que é importante não passar de três vezes por semana com o exercício, para não fadigar demais os músculos.
O jornalista Douglas Belan começou a correr recentemente e diz já estar sentindo diferença. “Agora tenho muito mais fôlego, não me canso tão facilmente como antes”. A profissional de educação física Patricia Seliger também é adepta da corrida. “Pra mim é o melhor exercício, pois além de eu poder fazer em qualquer lugar, é uma das melhores maneiras de queimar gorduras”.
E uma boa notícia para as mulheres, além dos benefícios já citados, a corrida combate a celulite e varizes, já que ajuda na circulação sanguínea. Mas lembre-se de escolher um calçado bom e confortável antes de praticar o esporte, fazer alongamento e consultar um profissional para não se machucar.

Editado por Helena Krüger

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Cuidar da saúde é o melhor remédio

Ellen Rebello

Sabemos dos riscos apresentados pela automedicação, mesmo assim é comum ver dentro das farmácias pessoas que ainda são adeptas a essa situação que pode agravar ainda mais a doença ou causar um problema sério a saúde. A farmacêutica Cintia Carla Onofre ressalta alguns desses riscos: “os remédios são próprios para ajudar seu organismo a se recuperar de algum dano, assim quando essa medicação é utilizada de forma incorreta, ou seja, sem saber ao certo o que ela vai atingir, corre-se o risco de complicar ainda mais o problema”.

Fique alerta aos riscos que a automedicação pode trazer à saúde

Além dos danos causados a saúde, pode ocorrer rejeições do próprio corpo como vômitos, diarréias, febres, alergias momentâneas em função da ingestão de remédios sem consulta prévia. Foi o que aconteceu com dona Jandira Oliveira, de 67 anos. Cansada de tanto visitar seu médico resolveu tomar alguns remédios por conta própria. “A gente costuma tomar todo dia os mesmos comprimidos, já perdi as contas de quantos anos tomo. Mas estava com umas dores na cabeça, fui até a farmácia e comprei um remédio normal, que todo mundo toma. O problema é que tenho pressão alta e misturei os dois sem saber, resultado: tive vômitos e fui parar no hospital. Agora tenho medo de tomar até os remédios que o médico indica”.
Nas pessoas idosas Cintia ressalta que a automedicação é ainda mais grave. “Com o passar do tempo nosso organismo necessita de algumas substâncias fornecidas através dos medicamentos receitados depois de exames e consultas. Quando um paciente mistura alguns remédios pode causar danos colaterais graves e levar até a morte. Por isso esse assunto é muito discutido, é uma preocupação constante para área da saúde”.
A farmacêutica afirma que muitas ações são tomadas par evitar a compra de medicamentos sem receituário. “Apesar de todos os cuidados que tomamos ainda é comum e frequente a venda de medicamentos sem receita. Remédios com tarja vermelha e preta só apresentando o receituário, o mesmo fica retido pela farmácia para apresentar aos órgãos competentes. Os mais simples como para dores de cabeça e gripes ainda são comercializados sem muita restrição. A melhor maneira de evitar qualquer prejuízo à saúde, é não fazer a ingestão do mesmo e procurar um especialista sempre que algum problema aparecer.

Editado por Yarê Protzek

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Quando a mente não acompanha o corpo!

São cada vez mais frequentes jovens com transtornos psicológicos

Bárbara Brandão


Durante adolescência os jovens sofrem diversas transformações físicas e emocionais, em alguns casos, essas mudanças não são bem recebidas e podem causar problemas. Transtornos psíquicos podem atingir pessoas de qualquer idade, e precisam ser tratados por especialista. Por muito tempo, os consultórios de psicologia era alvo de preconceitos, felizmente essa visão esta mudando. “Felizmente o mito de que psicólogo é “médico de louco” está se perdendo”. Conta a psicóloga, Carolina Gomes da Silva.
Em muitos casos, as alterações de comportamento na adolescência são confundidas com problemas psicológicos, por isso, os pais devem redobrar a atenção sob os filhos. Para a psicóloga, os jovens que buscam terapia sabem o que querem. “A juventude procura para autoconhecimento, resolver algumas angústias e ansiedade, e muitas vezes porque não tem com quem conversar”. Ela ainda informa qual o transtorno mais comum, nesta fase. “A depressão também tem acometido muitos jovens atualmente, devido ao fato de não tolerarem frustrações.”
A secretária Andréa Fernandes, há um ano percebeu mudanças no comportamento de sua filha de 15 anos: “Sempre que eu ia conversar com ela, ela estava distante. Fui percebendo algumas mudanças no seu comportamento, depois de uma conversa, nos duas juntas decidimos buscar uma psicóloga”. A menina estava com um nível alto de ansiedade que poderia desencadear outros problemas.
O apoio da família em momentos de crise é fundamental, tentar compreender os motivos pelos problemas também pode facilitar para um melhor relacionamento entre todos “É necessário entender o comportamento do jovem dentro do seu contexto familiar, reconhecendo a influência da família na vida dessa pessoa. Os membros de uma família se influenciam e são influenciados respectivamente. Em alguns casos é importante que a família também passe por um processo terapêutico para perceber e se educar e relação ao transtorno do jovem.” Complementa Carolina.
Os pais devem levar em conta que nesta fase é bastante comum a ânsia por liberdade e independência, no entanto, isso nem sempre acontece e pode causar revolta. Desta forma, transtornos psicológicos não devem ser confundidos com outras inseguranças. Andréa confirma: A gente que é mãe tem que prestar muita atenção nos nossos filhos. Ás vezes uma coisinha de nada, pode virar um problema grave. Hoje eu consigo ver a minha menina mais tranqüila.
As mudanças no corpo e na mente frequentes com a entrada da adolescência e juventude em alguns casos pode gerar conflitos no comportamento. Entretanto, antes de qualquer diagnóstico, vale lembrar que as incertezas que esta fase da vida produz são comuns. Com os passar dos anos e as experiências com que cada indivíduo tende a passar o amadurecimento pode melhorar as indagações.

Editado por Ana Carolina Pereira

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Energia de sobra: Jovens espreguicem!

Bárbara Brandão

A fase é de extrema energia, por isso, não deve ser desperdiçada

É imprescindível para os jovens os cuidados com o corpo, isto é, com a saúde física em sua estrutura. Como já foi mencionado na matéria anterior, as atitudes tomadas durante essa fase da vida, na maioria dos casos pode trazer consequências futuras. Desta forma é importante relembrar qual a importância da prática física, mas também de que maneira ela é prejudicial quando não realizada de forma correta.

A tecnologia tem que alterado a rotina de muitos jovens. Em outros tempos as crianças e jovens aproveitam as horas livres para se divertir em áreas ao ar livre, se movimentando. Isso é pouco comum hoje. Jogos de vídeo game e a própria internet, são as diversões utilizadas pelas crianças e jovens, tornando o sedentarismo um problema que atinge todas as idades. De acordo com a Educadora Física, Fabiana Milanezi Ramalho, isso é muito prejudicial. “São vários os problemas que o sedentarismo pode desencadear futuramente como, por exemplo: perda parcial da flexibilidade, baixa resistência física, ansiedade, depressão, isolamento, obesidade.”

A prática de esporte seja ela a corrida, natação, musculação, dança, entre outras opções, trazem benéficos a qualquer individuo. “A atividade física nos jovens favorece o desempenho escolar, o convívio social. Ela é muito importante também na aquisição das habilidades motoras que são melhores desenvolvidas e assimiladas nessa fase. Ela atua como prevenção da obesidade. E ainda aperfeiçoa o potencial físico determinado pela herança genética.” Complementa a professora. Mas ela, alerta pra outro ponto. “Jovens atletas normalmente são sobrecarregados, e corre um risco maior de sofrerem lesões, stress por treinar demais, por não tem tempo para as outras coisas. É essencial que os pais saibam dosar isso e não estimular.”

A estudante Chrislaine Prado, reconhece as repostas do seu corpo. “Eu não faço nenhum exercício físico, sou sedentária mesmo. Às vezes quando faço caminhadas longas e me sinto muito cansaço. Ela, como muitas outras pessoas, sempre estão fazendo planos para alterar essa realidade. “Eu sempre tenho o projeto de começar a fazer algum exercício, mas nem sempre sigo os planos. Agora estou pensando em fazer academia mês que vem, não para emagrecer, mas para me exercitar mesmo.”

Os suplementos alimentares têm a função de complementar nutriente que estão faltando na dieta, como vitaminas, minerais etc. No entanto, a busca excessiva pela beleza tem gerado o uso indevido dessas substâncias, como produtos a base proteína, a qual auxilia no ganho de massa muscular. Muitos jovens buscam esses nutrientes sem qualquer indicação profissional, causando riscos a saúde. “Os riscos mais comuns são problemas musculares, doenças no sistema renal. Muitas vezes o jovem ingere algo do qual seu organismo não precisa e isso com certeza trazer conseqüências.” Informa Fabiana.

Com o verão de aproximando, as pessoas procuram iniciar atividades físicas para perder os quilos ganhados durante o ano, é importante lembrar-se de procurar o auxilio de um profissional de área, para que a prática não gere resultados ruins para o corpo.

Editado por Giovani Ciquelero

sábado, 22 de outubro de 2011

CIS Centro Oeste recebe aparelho de ecografia

Ana Carolina Pereira

No final do mês de julho, uma comissão do Consórcio Intermunicipal de Saúde (CIS) da região centro oeste foi recebida na Secretaria Estadual de Saúde quando houve o pedido do aparelho de ecografia para o CIS. O pedido foi atendido pela secretária de saúde Michelle Caputo Neto, culminando com a entrega no mês de outubro.

Na reunião também estava presente o Deputado Estadual Cesar Silvestri Filho que endossou o pedido junto à secretária e participou da entrega do aparelho. Além do deputado, na Comissão do CIS estiveram presentes vários prefeitos que compõem o Conselho de Prefeitos do CIS, além do Diretor da 5ª Regional de saúde, Dr. Vinícius Traiano, e da Diretora Executiva, Solange Ap. Rossetin.

O CIS Centro Oeste é uma associação de 13 municípios e, segundo o Diretor Técnico do órgão, Vitalino Luiz Szymczak, possui uma demanda muito grande no tocante a realização de vários exames especializados, dentre qual destacamos os exames de Ecografia. “Fazemos parte do programa Ser Mulher que visa atendimento especializado as gestantes de alto risco, com isso vários exames poderão ser realizados no próprio CIS, agilizando os atendimentos e reduzindo significativamente os custos”.

O aparelho foi recebido na sexta-feira (21) e instalado nas dependências do CIS Centro Oeste que fica na Rua Vicente Machado, 1109 - no mesmo prédio que funciona a 5ª Regional de Saúde. “Diante da instalação do aparelho, passamos a atender as gestantes que pertencem aos 13 municípios associados, que após serem encaminhadas com um pré-diagnóstico, recebem atendimento priorizado devido serem de gravidez alto risco, que apresentam complicações médicas desde o inicio do pré-natal”, complementa Vitalino Luiz Szymczak.

Como os exames serão realizados no próprio CIS, haverá maior agilidade, pois o exame será feito pelo médico que a assiste durante o tratamento. Os agendamentos já estão sendo marcados conforme a necessidade de cada paciente e gestantes dos 13 municípios associados terão prioridade nos atendimentos.

Editado por Giovani Ciquelero

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Nutrição: Geração fast food...


Bárbara Brandão

Saiba qual é a melhor maneira de se alimentar nesta fase

A cultura de magreza está no auge da sociedade de hoje. As pessoas se preocupam cada vez mais em ter um corpo perfeito. Os jovens são uma grande parcela da população que tem buscado o emagrecimento excessivo, no entanto, é nesta faixa etária que devemos tomar mais cuidados com a alimentação, pois o corpo está em pleno desenvolvimento.
Segunda a professora de nutrição, Adriana Masiero Kuhl, os jovens precisam de nutrientes específicos para o desenvolvimento: “Considerando a faixa etária dos 10 aos 19 anos de idade destacamos a importância das proteínas, vitaminas do complexo B, vitamina C, vitamina A, vitamina D e ácido fólico, e dos minerais cálcio, ferro e zinco. Estes são ingeridos através de uma alimentação saudável contendo todos os grupos da pirâmide alimentar – cereais, pães, tubérculos e raízes; frutas; hortaliças; leguminosas; carnes e ovos; leite e produtos lácteo”.

O fim da juventude é marcada principalmente por decisões, que podem acarretar na saída da casa dos pais. Para trabalhar ou estudar, muito jovens passam a morar sozinhos e na maioria das vezes não sabem cozinhar. Alessandra Lopes, estudante, é um bom exemplo. “Fazem oito meses que sai de casa e agora é que estou aprendendo a fazer alguma coisa, nos primeiros meses eu só comia bobagem”. A professora dá dicas de como ter uma alimentação, nestes casos. “Nossa orientação é para que se reduzam ao máximo os lanches como substituição das refeições principais e os lanches fritos nos intervalos. Quando as refeições são feitas fora de casa orientamos quanto as melhores escolhas e as quantidades adequadas as necessidades individuais”. Ela ainda complementa: É muito comum na rotina do Ambulatório de Nutrição da Unicentro, recebermos muitos adolescentes em busca de uma alimentação saudável e percebemos uma grande dificuldade da adoção de hábitos alimentares saudáveis.


Alimentação balanceada é uma das dicas para se viver bem

Os denominados fast food, isto é, comida rápida também caíram nas graças dos mais novos. Além disso, está cada vez mais fácil encontrar esses alimentos ricos em gordura nas ruas. Para quem não sabe cozinhar isso torna-se mais que uma opção, mas a única alternativa. A nutricionista reforça. “Os adolescentes precisam aprender em casa a ter uma alimentação saudável e precisam ter acesso a esses alimentos, é preciso desmistificar que uma alimentação saudável é cara e demorada.”

Vale lembrar que a má alimentação pode gerar problemas de saúde por toda a vida adulta. Alessandra já esta em alerta. “Minha mãe tem hipertensão, por isso eu sei que tenho que começar a me cuidar desde já.” Uma vez acostumado a ingerir aqueles alimentos, dificilmente eles sairão da sua cadeia alimentar. “É muito provável que os hábitos alimentares adquiridos nessa fase da vida perdurem para a vida adulta. E se esses hábitos forem inadequados, eles são responsáveis por inúmeras alterações no nosso organismo, que podem se expressar ainda na adolescência como a obesidade”, lembra Adriana.


Lanches cheios de gorduras são os preferidos pelos jovens


Pirâmide Alimentar - Aprenda a se alimentar


A pirâmide alimentar retrata quais alimentos podem ser consumidos com mais frenquencia e quais devem ser evitados. Os doces e refrigerantes muito frequentes na alimentação dos jovens devem ser consumido em porções mínimas. As verduras e frutas são os alimentos que podem ser consumidos todos os dias, juntamente com os alimentos integrais mais nutritivos e rico em fibras. Pães, massas, raízes e tubérculos estão no grupo dos animais energéticos, que são muito importante para os jovens que gastam bastante energia em suas atividades.

Editado por Helena Krüger

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Semana Acadêmica de Fisioterapia reúne acadêmicos, educadores e profissionais da saúde

Poliana Kovalyk

O Colegiado de Fisioterapia da Faculdade Guairacá está realizando sua primeira semana de estudos acadêmicos, com o tema “Fisioterapia: Novos Caminhos”.
A I Semana Acadêmica de Fisioterapia reúne acadêmicos, educadores e especialistas e, segundo Ernani José Zampier, um dos organizadores do evento, a semana tem por objetivo promover uma integração entre os profissionais da saúde e demais discentes e docentes de outras faculdades do município, além de proporcionar um aprimoramento técnico científico. “O intuito de tudo isso é sempre trazer o conhecimento pra dentro da faculdade, além daquilo que é ensinado em sala de aula. Também é trazer pessoas de fora, com outra visão, para mostrar um pouquinho o que acontece por fora da faculdade, do meio profissional pra atuação do profissional”.
O evento teve início neste final de semana, dias 15 e 16, com os minicursos “Diagonais de Kabat”, “Atuação prática do Fisioterapeuta na Uroginecologia” e “Oesteopatia”. Para os interessados em participar das palestras a serem proferidas durante a semana, as inscrições podem ser realizadas nos locais de evento, com valor de R$75 para profissionais e R$65 para acadêmicos.
Confira a programação das palestras, que serão realizadas no Centro Recreativo Guairacá, no Alto da XV:

Segunda-feira (17)
21h – Palestra “AFIC – a importância da associação para a Fisioterapia”, com o Dr. Willian Nogata

Terça-feira (18)
19h – Palestra “Obesidade Mórbida”, proferida pelo Dr. Luiz Fernando Rocha
21h – II Seminário de Pesquisa e Extensão e I Mostra de Invenções

Quarta-feira (19)
19h – Palestra “Abordagem fisioterapêutica em pacientes mastectomizados”, proferida pela Dra. Juliana Carvalho Scheleder.
21h – Palestra “Atuação da Fisioterapia Coloproctológica”, proferida pela Dra. Kelli Rizzardi Alves.

Quinta-feira (20)
19h – Palestra “Ventilação Mecânica”, com o Dr. Esperidião Elias Aquim
21h – Palestra “Influência das emoções no Controle Postural”, com o Dr. Luiz Pimentel

Sexta-feira (21)
19h – Palestra “Atribuições Profissionais – CREFITO” com a Conselheira Dra. Naudimar Di Pietro

Editado por Ana Carolina Pereira

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Tabagismo: jovens de sorrisos amarelos

Bárbara Brandão

Cada vez mais cedo, este grupo coloca a saúde bucal em risco e se torna dependente do cigarro

A juventude é uma das fases da vida em que a vaidade mais se expressa. Nas ruas, bares, colégios e festas é comum encontrar jovens reunidos conversando e sorrindo. Neste momento é que surge a questão: como vai a saúde bucal dos adolescentes de hoje? O uso de drogas como o cigarro tem colocado em discussão como os futuros adultos irão sorrir daqui alguns anos.
Os cigarros vieram para o Brasil durante a colonização, mas estiveram no auge quando a indústria publicitária passou a ilustrá-los como sinônimo de elegância e poder. Nesse momento, houve uma grande explosão no número de consumidores. No entanto, aos poucos essa imagem foi sendo destruída com as descobertas dos malefícios. Em 2011, o Inca (Instituto Nacional de Câncer), lançou o livro "Situação do Tabagismo no Brasil", que contém pesquisas que comprovaram que 77,9% dos fumantes de cigarro no dia a dia têm menos de 20 anos.
Jovens começam a fumar cada vez mais cedo

A estudante Camila Ito, de 21 anos, faz parte desses números. “Eu já fumo há cinco anos e comecei aos poucos, hoje já não consigo ficar muito tempo sem fumar. Acho que se eu quiser parar até consigo”. Hoje, os avanços da medicina já provaram o quanto o cigarro prejudica o organismo do ser humano. Os pulmões são um dos principais órgãos a serem atingidos, pois a fumaça do cigarro prejudica as irrigações entre pulmão e coração. Além disso, o tabagismo é um dos principais causadores de câncer no pulmão, laringe e boca. A dentista Julia Emiko Nakamura explica: “Se a pessoa tem essa propensão a ter o câncer, o cigarro vai favorecer para o aparecimento. O câncer de boca é causado pelo quente do momento em que se puxa. Isso vai lesionando. Quando fuma, o cigarro fica sempre no mesmo local de boca, aquele local normalmente vai sendo lesionado e a pessoa nem percebe”.
O tabaco pode ainda danificar a pele, o hálito e os dentes do fumante, confirma a dentista. “A nicotina do cigarro impregna nos dentes, deixando aquela superfície que era lisa, rugosa. Assim, o dente acumula placa bacteriana e o tártaro se forma com facilidade”. A fumante Camila alerta para outro ponto: “Ainda não senti diferença na cor dos meus dentes. Mas vejo meu organismo reclamar quando me dá crises de tosse e quando faço algum exercício. Acho que antes de fumar não me cansava tão rápido como agora”.

Editado por Helena Krüger

Guarapuava terá Banco de Leite Humano no início de 2012

Ana Carolina Pereira

Os bancos de leite irão auxiliar as mães guarapuavanas


O Clube Soroptimista de Guarapuava, em parceria com a Secretaria da Saúde e o Hospital São Vicente de Paulo, há oito anos tem realizado ações para a implantação do projeto na cidade. A assistente de direção do hospital, Margaret Kramiake, explica: “Ainda estamos aguardando algumas solicitações do Estado, mas as obras estão prontas e o pessoal está sendo treinado para uma futura inauguração”.
Os BLH (Bancos de Leite Humano), que é um centro especializado e obrigatoriamente ligado a um hospital materno, começaram a surgir na década de 30 no Brasil, com a missão de promover e apoiar o aleitamento materno. É responsabilidade do Banco de Leite orientar e controlar o processamento, seleção e classificação do leite, além de manter um controle de qualidade. Qualquer mãe saudável, que esteja amamentando e tenha leite excedente pode fazer a doação.
Em Guarapuava, o Banco de Leite irá funcionar em um espaço reservado no hospital. Além de atender os bebês internados, oferece também assistência para as mães. Margaret Kramiake relata que a inauguração ocorre somente no próximo ano devido a falta de alguns equipamentos e explica como vai funcionar essa parceria. “A Secretaria da Saúde entra com o espaço físico, o Clube Soroptimista entra com os recursos e o Hospital São Vicente com a mão de obra”.

Editado por Helena Krüger