Como o caso de Seu Iran existem centenas de outros, isso porque há muito tempo a utilização do tabaco se tornou um hábito normal na sociedade. Uma normalidade, que por meio da publicidade, acaba estimulando ainda mais o consumo do tabagismo.
O resultado desse hábito parece inofensivo, mas para o ministério da saúde é preocupante, pois cerca de cinco milhões de pessoas morrem por ano no mundo, vítimas do uso do tabaco. Além disso, estima-se que, a cada dia, 100 mil crianças tornam-se fumantes em todo o planeta. Caso as estimativas de aumento do consumo de produtos como cigarros, charutos e cachimbos se confirmem, esse número aumentará para 10 milhões de mortes anuais por volta de 2030.
Para reverter esse quadro, o psicólogo especialista em saúde mental e mestrando em análise do comportamento, Everton Vieira Martins, analisa que nos últimos anos tem se adotado uma política de prevenção ao tabagismo. “Estamos encarecendo o preço do cigarro e o tornando menos acessível, por isso é que as pessoas estão fumando menos. Hoje o preço da carteira é maior, as pessoas não podem fumar em locais públicos, não tem mais propagandas que incentivam o uso do cigarro, percebemos que é bem menos acessível do que já foi”.
Drogas ilegais
Na maioria das vezes são produzidas a partir de plantas, por exemplo, a cocaína é extraída da folha da Coca. Já as drogas sintéticas são produzidas em laboratório como, por exemplo, Ecstasy e o LSD.
Após o uso dessas drogas o funcionamento do organismo é alterado e reage proporcionando um prazer momentâneo. Esse é o motivo que leva as pessoas a buscarem as drogas. De acordo com Martins o efeito que a droga proporciona é que leva a dependência “tanto física quanto psicológica”.
No que se refere à dependência psicológica, Martins explica que se deve prioritariamente aos efeitos. “Normalmente a pessoa usa a droga, porque esta que foi escolhida apresenta um quadro satisfatório para a pessoa depois do uso. A dependência psicológica é, no entanto, uma dependência que envolve uma situação social. Por exemplo, um indivíduo que está usando álcool, por que ele usa álcool? Ele usa devido a uma situação social, porque ele relaxa quando usa o álcool, não é pelo sintoma de abstinência, mas porque é benéfico usar o álcool, que é o prazer momentâneo.”
Ou seja, “dependência psicológica é quando a pessoa mesmo estando com o organismo legal, tem compulsão pelo uso da droga, e isso corresponde ao efeito pessoal, ambiental, social e particular, a função que a droga tem na vida da pessoa”.
Outro lado importante da mesma questão trata da dependência química que as drogas causam no corpo e se caracteriza pelo indivíduo sentir que a droga é tão necessária, em seu cotidiano quanto alimento, água, repouso. Assim o dependente adota comportamentos compulsivos que o levam a consumir substâncias em doses cada vez mais fortes.
A Organização Mundial de Saúde reconhece as dependências químicas como doença. Uma doença é uma alteração da estrutura e funcionamento normal da pessoa, porque mesmo que o dependente se afaste das drogas ele tem uma tendência a querer sempre as substancias químicas.
Quando as substâncias usadas não fazem o efeito desejado, os dependentes costumam buscar resultados satisfatórios em outras drogas. Segundo a enfermeira e coordenadora do CAPS AD, órgão destinado a acolher e cuidar de pessoas com dificuldades decorrentes do uso prejudicial de álcool e/ou outras drogas, Fabiana Vitorassi, a utilização de diversas drogas varia de pessoas para a pessoa, dependendo do tempo e da quantidade de uso.
Família
* Nome fictício.
Os efeitos variam de pessoa para pessoa
Ajuda
Onde Fica?
Rua Capitão Rocha, 305
Telefone: 3622-1427
Parar não é fácil, mas é possível!
Segundo Rodolfo só foi possível parar porque ele teve a ajuda de Deus. Ele afirma que por ele mesmo não conseguiria largar esse vício, mas Deus pode. Hoje segue carreira solo e testemunha que a presença de Deus supera qualquer efeito de droga.
Saiba mais sobre as definições, os históricos e os efeitos de cada droga citada acima:
Bebidas alcoólicas; ópio e morfina; esteróides e anabolizantes; anfetaminas; cocaína; solventes e inalantes; tabaco
* Artigos disponibilizados pelo Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (CEBRID).
Editado por Giovani Ciquelero








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